Quem me dera ser de Áries e tranformar essa lágrima mansa em raiva, bravura e gana. Exorciza, Senhor, a tristeza canceriana! Quem me dera ser de touro e transformar essa lágrima ácida em raiva, trabalho e ouro. Exrociza, Senhor, a tristeza plácida! Quem me dera ser de Gêmeos e transformar essa lágrima curiosa em livros, debates e prosa. Exorciza, Senhor, a tristeza do meu peito! Quem me dera ser de leão e transformar a lágrima desse fado em show ou em peças de teatro. Exorciza, Senhor, a tristeza do meu coração! Quem me dera ser de virgem e transformar essa lágrima triste em rotina ou em trabalhos científicos. Exorciza, Senhor, a tristeza do espírito! Quem me dera ser de libra e transformar essa lágrima minha em equilíbrio, paz e beleza. Exorciza, Senhor, essa louca tristeza! Quem me dera ser de escorpião e transformar a minha lágrima cara em teimosia, poder e força rara. Exorciza, Senhor, a tristeza inata! Quem me dera ser de sagitário e transformar a minha lágrima farta em alegria, viagens e farra. Exorciza, Senhor, a tristeza e o calvário! Quem me dera ser de capricórnio e transformar a minha lágrima incompreendida em trabalho, dinheiro, cotidiano e diretoria. Exorciza, Senhor, essa tristeza dolorida! Quem me dera ser de Aquário e transformar essa lágrima pesada em filosofia, tecnologia e risada. Exorciza, Senhor, essa tristeza que tortura! Quem me dera ser de Peixes e transformar essa lágrima solitária em fugas, artes e aventuras. Exorciza, Senhor, essa tristeza que tortura! Mas eu sou de câncer e tenho orgulho dessas lágrimas, pois só eu posso fazer poesias onde ninguém mais vê cor e vida. E, assim, eu vou transformando lágrimas em doces versos. O meu coração é o maior do universo, pois vivi e morri amando. Eu sou o protetor, o intuitivo, o sensível, eu sou o gênio, o louco, o incompreendido. Eu sou o colo materno e a justiça do pai, eu sou o sábio poeta do zodíaco. Poesia escrita por Tatyana Casarino
que vive de revoltas políticas e teorias abstratas.
Chega de escrever artigos acadêmicos que ninguém lê,
hoje eu apenas quero tomar um Sprite gelada com você.
Eu poderia ser mais uma intelectual ingrata
que vive de teorias socialistas e feministas.
Eu poderia ser mais uma que critica a mídia
enquanto parece hipócrita ao reclamar da vida.
Mas, hoje eu só quero ser uma mulher feliz
que usa maquiagem e salto alto sem culpa.
Eu não me arrumo para os homens da rua,
eu gosto de estar em paz e ser bela para mim.
Eu confesso que gosto de Paulo Coelho
e que tenho na cabeceira o Alquimista.
Eu confesso que acredito em Deus,
sou mística e estudo Tarô e Astrologia.
Parece culto deixar de crer em Deus
e colocar o conhecimento no lugar Dele.
Mas eu acredito que aquela intelectual arrogância
é tão burra quanto aquilo que dizem ser ignorância.
Talvez os intelectuais sejam todos uns babacas
que vivem de hipocrisias, utopias e artes abstratas.
Elas se acham geniais, mas nunca terão a sensação
que tomar Sprite com você provoca no meu coração.
Como quase todos os gênios foram uns infelizes,
eles adotaram uma postura arrogante e cínica
ao afirmarem que a felicidade não é bem-vinda.
Mas eu enjoei desse culto sem sentido à melancolia! Estar debaixo de uma árvore em uma rede talvez seja mais genial do que ler Shakespeare. Gosto de observar como cada folha cai ao vento, demonstrando a força de Deus nesse sentimento. Os gênios nunca acharam alguém especial que fizessem com que eles se sentissem amados. Grandes cérebros não valerão qualquer ideal enquanto os corações forem tão atrofiados. Eu e você somos como duas grandes folhas que dançam balé entrelaçadas ao vento. Ainda que os obstáculos do amor sejam grandes, eu sei que todos eles se curam com o tempo. Depois de tomar Sprite gelada com você, quase todas as pinturas perderam a graça. Entretanto, ainda admiro os anjos de Bouguereau, bem como as pinturas românticas de Delacroix. Em parte porque a pintura Eros e Psiquê me remete imediatamente a eu e você. Em parte porque você é o anjinho insistente e eu sou a anjinha com cara de desdém. Em parte porque um anjo tentou me abraçar, mas eu recusei com a mão sobre o peito. Em parte porque um anjo tentou me beijar, mas eu virei a face com todo o charme. Em parte porque minhas asas são diferentes e eu tive de passar por grandes metamorfoses. Em parte porque eu tenho asas de borboleta e você nunca conseguirá ter sobre mim posse. Em parte porque eu me sinto a própria liberdade que guia o povo na obra de Eugène Delacroix. O amor sempre estará em ver a sua felicidade, eis que o apego vem do ego e não da alma. Em parte porque tomar Sprite com você é tão incrível quanto ver Eros e Psiquê. Em parte porque adocicar a sua vida mansa é tão emocionante quanto libertar a França. Tomar Sprite com você é bem mais divertido do que ir a Nova York, Londres ou Paris. Sem exageros, é por isso que eu afirmo: tomar Sprite com você é sempre divino. Poesia escrita por Tatyana Casarino Esta é uma poesia que exalta o valor do cotidiano e do tempo ao lado da pessoa amada. Enquanto a maioria das pessoas ainda perde tempo enaltecendo teorias abstratas e as artes no âmbito intelectual, é preciso um nova olhar voltado para a realidade. Ao contrário do que muitos pensam, é na realidade que se formam as mais belas poesias. Os mais belos versos não estão escritos, mas passam por nós através dos gestos mais simples do cotidiano. A resposta para a felicidade não está em legados artísticos ou intelectuais grandiosos, mas no quanto cada um valoriza o tempo ao lado de pessoas queridas na maravilhosa teia poética da vida. *Curiosidade: "Eros & Psiquê" de Bouguereau e "A liberdade guiando o povo" de Delacroix são as minhas obras artísticas prediletas. Confiam as imagens delas:
Eros & Psiquê de Bouguereau -- Enquanto digito esta postagem, estou contemplando a obra que fica na parede do meu quarto bem acima do meu computador. Eu sempre achei o anjinho com a expressão mais ativa, ousada, como se quisesse muito um beijo da anjinha.
A anjinha, por sua vez, apresenta uma expressão calma e melancólica. Ela não ostenta a mesma emoção que ele durante o abraço e beijo na face (roubados carinhosamente por ele). É como se ela quisesse que o beijo não ocorresse, pois adota uma postura resistente com o rosto virado e a mão sobre peito. Ela tem uma carinha doce apesar de expressar desdém enquanto ele parece bem "alegrinho" hehehe. É um contraste "Yin & Yang" típico também entre fogo e água, ação e resignação, insistência e resistência, alegria e melancolia.
"A Liberdade guiando o povo" de Delacroix representa a Revolução de Julho de 1830, onde a população de Paris sai às ruas para pôr fim ao absolutismo. Uma mulher é a representação da Liberdade que guia o povo. Nota-se que ela está empunhando a bandeira tricolor da Revolução Francesa, a qual foi o marco dos três grandes pilares das futuras gerações de direitos fundamentais: liberdade, igualdade e fraternidade.
Muito embora a participação da mulher não tenha sido expressiva nas ruas (na época as discussões políticas ficavam mais limitadas aos homens), Delacroix retratou uma mulher na obra. É evidente que a figura feminina com a bandeira na mão é a que mais chama a atenção entre os homens armados e os corpos atirados. O recado simbólico, ao meu ver, é bastante simples: o sentimento de liberdade é feminino. Havia uma gana por liberdade muito visceral na Revolução que nos remete aos sentimentos viscerais femininos.
Pode ser que a Revolução tenha sido feita por homens armados nas ruas francesas, mas estes estavam movidos por algo muito além da razão masculina: a emoção da liberdade. E emoção sempre será evidentemente feminina. É comum vermos deusas, mulheres e figuras femininas retratando os sentimentos dos homens nas obras artísticas (algo que é muito curioso para analisar a riqueza do inconsciente humano). Neste caso, a mulher é símbolo da Liberdade.
Delacroix
Há um contraste muito interessante entre a anjinha charmosa, reservada e resistente com carinha de desdém do primeiro quadro e a mulher ousada, revolucionária, com os seios despidos e a bandeira da França em uma das mãos no segundo quadro. É como se tais representações fossem partes diferentes de mim mesma que duelam entre si.
Bouguereau
Fiz questão de citar as obras na Poesia, comparando a primeira obra ao comportamento reservado diante do amor e a segunda obra à gana por liberdade. Talvez a única semelhança entre as obras esteja nas asas de borboleta da anjinha, que demonstram seu possível voo esperto e seu vínculo com a liberdade. Borboleta também é símbolo de liberdade.
Além do mais, os dois pintores são franceses e expressam elementos do romantismo, minha escola artística e literária favorita. Ambos compartilham uma característica curiosa: encontravam a cura da melancolia e do mau humor no estúdio artístico durante o trabalho hehehe. Todavia, Bouguereau mescla elementos do romantismo com os do neoclassicismo.
*Observação:
Frank O'Hara, poeta. Autor da Poesia "Uma Coca-cola com você".
Meu querido, me diga uma coisa: onde você tomou a Coca-cola da inspiração? Com quem você tomou essa coca-cola, hein?! Hum... tá me cheirando a paixão das bravas!! Impossível tomar Coca-cola sem se lembrar da poesia de Frank O'Hara!
Frank O'Hara e o seu gato (eu adoro esse gato do Frank O'Hara hehehe)
Curiosamente, essa poesia é inspirada na poesia moderna "Uma Coca-cola com você" de Frank O'Hara. Gosto de fazer releitura de poesias, paródias ou até mesmo "responder" as mesmas como se eu estivesse conversando com o poeta que escreveu a Poesia. Todavia, contextualizei com os meus próprios sentimentos e opiniões além de trocar "Coca-cola" por "Sprite" (meu refrigerante favorito).
Beastly: Ferozmente
Love is never ulgy: O amor nunca é feio
Como eu conheci esta poesia é ainda mais curioso: assistindo ao filme "A Fera" (Beastly é o nome original) que é uma releitura moderna do famoso Conto de Fadas "A Bela e a Fera". No filme, Kyle Kingson/ Hunter (interpretado pelo bonitão do Alex Petyfer) é um rapaz bonito, rico e arrogante que tem a sua aparência deformada após uma magia lançada por uma colega gótica e mestre em bruxaria. Para se livrar do feitiço, ele deve ouvir a expressão "eu te amo" de uma mulher sincera que consiga se apaixonar por seu interior e ver a sua luz dentro de um ano. A mulher que quebra o feitiço é a Lindy Taylor (interpretada belamente por Vanessa Hudgenes, a Gabriella do High School Musical). Uma das melhores releituras modernas que eu já vi desse conto, minha gente! Recomendo! E o filme faz parte do catálogo da Netflix! O único "furo" do filme é que tentaram deixar o Alex Petyfer feio, mas não conseguiram hehehe (estou brincando, pois até que a aparência de Fera ficou bem feita, mas o jeito charmoso dele é incrível hehehe). Confiram a Poesia de Frank O'Hara que inspirou a minha Poesia:
Tomar Coca-cola com você
É ainda mais divertido do que ir a São
Sebastião, Irún, Hendaye, Biarritz, Bayonne ou ter
dor de estômago na Travesera
de Gracia em Barcelona em parte
porque em suacamisa laranja você torna São Sebastião ainda mais
feliz em parte
por causa domeu amor por você, em parte por causa do seu amor poryogurte em parte
por causa dastulipas laranja fluorescentes ao redor dos galhos
brancos dos vidoeiros em parte
por quandorimos em segredo de algumas pessoas sem que elas vejam
e de estátuas é difícil
de acreditar que quando estou com você que exista algo tão solenemente
desagradável quanto estátuas quando se está na frente delas e na luz
quente das 4 da tarde emNova York nós
vamos e voltamos de um
lado para o outro como uma árvore respirando entre seus espetáculos e essa
exposição dequadros não parece ter rosto algum, apenas
tinta e você se
pergunta porque no mundo alguém ospintaria então eu olho para você
e prefiro olhar para você do que para qualquerpintura do mundo exceto
provavelmente o Cavaleiro
Polonês de vez em quando e, de qualquer forma, está
no Frick aonde
graças aos céus você nunca foi então posso te levar lá pelaprimeira vez e o fato
de que você se move tão bem, mais ou menos cuida do Futurismo assim
como quando em casa eu nunca penso no Nu Descendo a Escada ou em algum
desenho de Leonardo Da Vinci ou Michelangelo que antes costumava me impressionar e de que
adianta toda a pesquisa dosImpressionistas quando
eles nunca conseguiram a pessoa certa para recostar-se à uma árvore enquanto o
Sol se põe ou quando
Marino Marini não escolheu o cavaleiro tão bem quanto escolheu o cavalo é como se
tivessem lhes roubado umaexperiência maravilhosa que eu
não vou desperdiçar e é por isso que estou aqui falando
tudo isso para você.
Versão original:
Having a Coke
with You Frank O’Hara
is even more
fun than going to San Sebastian, Irún, Hendaye, Biarritz,
Bayonne
or being sick to my stomach on the Travesera de Gracia in Barcelona
partly because in your orange shirt you look like a better happier
St. Sebastian
partly because of my love for you, partly because of your love for
yoghurt
partly because of the fluorescent orange tulips around the birches
partly because of the secrecy our smiles take on before people and
statuary
it is hard to believe when I’m with you that there can be anything
as still
as solemn as unpleasantly definitive as statuary when right in front
of it
in the warm New York 4 o’clock light we are drifting back and forth
between each other like a tree breathing through its spectacles
and the
portrait show seems to have no faces in it at all, just paint
you suddenly wonder why in the world anyone ever did them
I look
at you and I would rather look at you than all the portraits in
the world
except possibly for the Polish
Rider occasionally and anyway it’s
in the Frick
which thank heavens you haven’t gone to yet so we can go together
the first time
and the fact that you move so beautifully more or less takes care
of Futurism
just as at home I never think of the Nude
Descending a Staircase or
at a rehearsal a single drawing of Leonardo or Michelangelo that
used to wow me
and what good does all the research of the Impressionists do them
when they never got the right person to stand near the tree when
the sun sank
or for that matter Marino Marini when he didn’t pick the rider
as carefully
as the horse
it seems they
were all cheated of some marvelous experience
which is not going to go wasted on me which is why I am telling you
about it.
Postagem escrita por Tatyana Casarino Confiram os personagens do filme "A Fera" citado na postagem recitando a poesia no vídeo abaixo:
No meu sonho, vejo um grande quarto de hotel que possui uma escrivaninha e um abajur verde. Através da janela, contemplo o azulado céu, e o abajur se acende quando estou perto dele. Eu apareço vestida de humilde camareira, com uma touca branca sobre a cabeça. Mas, logo os meus cabelos se soltam enquanto começa a trabalhar uma roca. A roca começa a se mexer sozinha, bem como os objetos daquele quarto. Tudo parece se revestir de muita magia, e até as imagens saltam dos quadros. De repente, o guarda-roupa se abre, e voa até mim um lindo vestido rosa. Eis que vejo muitos itens de maquiagem que chegam a voar também na história. No ar, há um lindo batom roxo flutuante que pinta os meus lábios num instante. O batom parece que está a me beijar quando enxergo luzes azuis a piscar. O rímel flutuante acaricia os meus cílios enquanto o blush solta o pó nas bochechas. Neste instante, avisto um antigo amigo sentado na cama ao lado de uma maleta. A sua maleta marrom se abre sozinha e solta papéis que começam a voar repletos de histórias, contos e poesias. Então, eu e ele começamos a conversar. Eu recolho os papéis e devolvo para ele antes de varrer o pó de maquiagem no chão. Sobre o seu chapéu branco, ele coloca a mão, e, então, acena para mim antes de viajar no tempo. Os objetos param de se mexer e o abajur se apaga, enquanto meu vestido rosa volta para o guarda-roupa. Vestida de camareira novamente, percebo minha touca. Continuo a varrer como se não tivesse ocorrido nada. Todas as manhãs aparece o homem do chapéu branco, deixando sinais bem claros de seu psicodélico encanto: os objetos, as roupas e a maquiagem voam em sintonia. Qual seria o segredo de sua incompreensível magia? Poesia escrita por Tatyana Casarino Esta poesia foi baseada num sonho da poetisa. O estilo dessa poesia é o psicodélico, tendo em vista a despreocupação com a realidade e os elementos fantásticos presentes, como o encantamento de objetos voadores e a troca de roupa instantânea.
Quando a professora colocou a garota do outro lado daquela sala de aula, o castigo injusto gerou uma jaula feita de uma grande parede de vidro. Ela tentava falar, mas estava muda, ela tentava ouvir, mas estava surda. Do outro lado do vidro, as crianças brincavam, enquanto a garota estava tão solitária. Ela trancou as suas revoltadas lágrimas, bem como o seu amargo ressentimento. Ela batia na parede, mas ninguém ouvia. Ela tentava falar, mas nenhuma palavra saía. Ela expressava um olhar melancólico que brotava de seu pesado sentimento. De repente, sua visão ficou embaçada, e ela via apenas silhuetas na vidraça. As silhuetas riam, brincavam e pulavam como manchas, sombras e fantasmas. Ela encostou o nariz no vidro embaçado antes de soltar um suspiro atravessado. Então, ela se sentou no chão gelado, encolhendo os joelhos até o queixo e abraçando o corpo frio e estático. Percebeu que tremia o seu corpo tenso. Quando estava pálida e cabisbaixa, uma luz azul apareceu na sala. Era uma bela e sorridente fada que portava um cajado prata. Apenas ela podia ver a fada brilhante que devolveu o seu sorriso e a sua cor. A garota ficou rosada e bem radiante quando sentiu a esperança e o amor. A fada pegou levemente a sua mãozinha e bateu no vidro com o seu grande cajado. Depois disso, o vidro ficou todo rachado, despedaçando-se em mais de mil pedaços. O barulho lembrava a explosão das estrelas, mas só a garota e a fada podiam ouvir a beleza. Os cacos de vidro pareciam purpurinas cristalinas, mas eles desapareciam na mística e invisível neblina. A fada beijou a bochecha da garota abençoada enquanto as suas belas asas azuis balançavam. Ela sumiu em alguns instantes depois de sorrir ao ver a garota que brincava e se socializava. A garota olhou para trás em busca da misteriosa fada, mas só conseguia ver um leve brilho prateado de purpurina. Ela ouvia, falava e a sua visão não estava mais embaçada. O seu coração agora estava cheio de graça e de vida. Naquela tarde, quando a garota chegou em casa, ela viu uma fada de vidro que brilhava como cristal. A fada misteriosa estava sobre a sua escrivaninha e lançava lampejos de luz ao ver a doce menina. Poesia escrita por Tatyana Casarino
*Esta caricatura da Taty foi feita pelo grande amigo Rudy. Uma singela homenagem ao meu amigo Rudy, que faleceu ano passado. Ele me ensinou a fazer caricaturas no Moment Cam e fez algumas caricaturas para mim, como esta.
*A imagem da fada de cristal (primeira imagem da postagem) também foi enviada pelo Rudy através do Site e Aplicativo de Imagens Pinterest (ele que me apresentou ao Pinterest).
Esta poesia retrata a superação da fobia escolar e da fobia social de uma maneira divertida, envolvendo a magia das fadas. Tatyana Casarino
Na neblina do cemitério, ele vaga à procura de sensações de prazer. E, quando aparece aquela maga, o vampiro a persegue para morder. Todas as demais mulheres atacadas morrem ou viram vampiras pálidas. Mas, aquela mulher é bem diferente, pois ela sempre tem o sangue quente. O relógio soa as badaladas noturnas enquanto no céu brilha pálida a lua. Pelo castelo, o vampiro corre ferozmente até ver a donzela de sangue mais quente. Ele se esconde dentro do espelho dela depois de apagar todas as suas velas. E, quando ela veste a camisola branca, ele sussurra poesias de forma mansa. Ela sorri ao escutar uma voz encantadora enquanto escovava os longos cabelos. Ela se fascina com a sua beleza toda e acaba beijando o próprio espelho. O vampiro solta uma larga gargalhada enquanto grita de forma louca e sarcástica: "Vaidade das vaidades, você é pecadora, entregar-se-á a mim nesta noite promissora." Ao invés de ver os próprios lábios refletidos, ela percebe que beijava os lábios do vampiro. Ele puxa a dama para dentro do espelho, e ela se depara com o seu quarto invertido. "Toda mulher é corrompida por elogios, pois eles despertam a narcisística libido." Sussurrava o vampiro em seus ouvidos enquanto mordia a dama entre gemidos. Ele acaricia o ventre dela antes dos seios enquanto sussurra todos os seus desejos. "Hoje eu quero a dama mais poderosa." Dizia o vampiro ao rasgar a sua camisola. "Você não me ama, mas ama a si mesma, você não me deseja, mas deseja a si mesma. Sinta o meu desejo por você e me devolva em forma de carícias e fantasias tolas." "Eu amo você, meu querido vampiro, eu admiro você, meu amante noturno. Mas confesso que expresso a narcisística libido, pois voltado para dentro é o fogo feminino." "Desde que o mundo é mundo, é assim: a mulher ganha pela sensualidade e beleza enquanto o homem ganha por sua inteligência. Sem audácia, não há começo nem fim." "Você me revelou o que há de melhor em mim, merecendo todas as sensações doces e infinitas. Saber que sou bela para você é o que me faz arder, saber que produzo o seu prazer é o que me dá prazer." O vampiro morde a dama que geme docemente antes de arranhar a nuca de marfim gélido dele. Cada gota de sangue que cai no lençol branco da cama acaba virando uma pétala de rosa vermelha profana. Ela adormece com a cabeça sobre o peito áspero dele, fazendo cócegas nele com a sua face rosada e macia. Mas, quando ela acorda, não há mais rosas nem vampiro, e o seu quarto volta à posição que há fora do invertido. Um perfume marcante é tudo o que restou daquela noite que lembra o aroma de jasmins misturadas com rosas. O perfume do vampiro remete ao prazer e ao açoite que a mordida dele causou em sua sensual história. Poesia escrita por Tatyana Casarino
Esta poesia trata de prazer feminino sem tabus e desmistifica a velha lenda de que a mulher é "interesseira". É comum vermos mulheres bonitas com homens que não são tão bonitos, o que incita um equivocado pensamento nas pessoas: "deve ser por causa do dinheiro dele". Entretanto, nós mulheres buscamos sim romances verdadeiros e nos importamos com as personalidades de nossos parceiros. Ocorre que, muitas vezes, o homem ganha a mulher pela inteligência e astúcia, seduzindo a sua parceira quando ela se apaixona por ela mesma através do sentimento dele. Sentir-se valorizada eleva a autoestima feminina e faz a mulher cair nos braços de homens que não são bonitos. Em geral, o homem se encanta pela visão (por isso, a beleza da mulher chama a sua atenção) enquanto a mulher se encanta pela audição (a mulher é sensível a tudo o que o homem fala para ela).
Por essa razão, muitas vezes, a mulher é seduzida por elogios. Pelo que eu percebo entre as mulheres, a inteligência e a força são virtudes valorizadas na hora de arranjar um pretendente. Nessa hora, nota-se uma feliz (ou infeliz) coincidência: os homens mais cultos e espertos estão na alta sociedade. É claro que há mulheres fúteis e interesseiras que se apaixonam pela carteira e pela conta no banco ao invés de se apaixonarem pelos namorados. Não obstante, em geral, as mulheres são apaixonadas de verdade por seus parceiros (dificilmente uma mulher aceitaria conviver com alguém por quem não nutre sentimentos, já que a alma feminina é sensível por natureza e busca carinho) além de serem apaixonadas por si próprias (hehehe). Apaixonar-se por si mesma é requisito fundamental para uma autoestima saudável, para amar o parceiro e para sentir prazer. Talvez o problema das mulheres que não atingem o prazer seja simplesmente falta de autoestima (uma questão delicada para muitas). A mulher precisa estar de bem com a vida, de bem com o próprio corpo e se amar primeiro antes de se entregar para alguém. O prazer feminino é mais complexo, interno e psicológico. Já o prazer do homem é voltado para fora e facilmente instigado por vislumbres sensoriais e visuais. Digamos que o prazer da mulher é um labirinto que requer inúmeros estímulos enquanto o do homem é um alvo que requer um único tiro. Conciliar labirinto e alvo é tarefa de equilibrista hehehe. Por esse motivo, a mulher é mais "difícil" de ser conquistada enquanto basta uma olhada para o homem se encantar. Por fim, repito: não somos interesseiras. Nossa beleza vale pela falta de beleza de nossos parceiros (hehehe). Não estamos atrás de dinheiro, mas atrás de autoestima (o que não tem preço). O homem sedutor é aquele que eleva a autoestima da parceira. Não nos interessamos pelo carro do namorado (mulheres não entendem quase nada acerca de carros e máquinas). É claro que, se aparecer um vampiro charmoso e rico dirigindo um Volvo como o Edward de Crepúsculo, ele vai chamar a atenção da mulher (hehehe). Mas, não é o dinheiro que buscamos, é o prazer narcisista. Por essa razão, é o homem que conduz a paquera (ou pelo menos era antes do feminismo radical estragar o cortejo).
Muitas mulheres têm vergonha de admitir a sua vaidade e o seu lado narcisista, preferindo até serem chamadas de interesseiras do que explicarem a razão pela qual foram conquistadas. Mas, neste blogue, não há tabus. Eu escrevo análises psicológicos profundas, pois o funcionamento da psique feminina (e de todos os seres humanos em geral) me fascina. Sempre defenderei as mulheres em todos os lugares, pois esse é o meu dever! Que as mulheres sejam abençoadas e saibam se amar sem medo e sem vergonha. Um pouco de vaidade não é pecado e faz muito bem! Tatyana Casarino
A brisa leve que chega do oriente é o criador enviando raios de sol. E, quando eu sinto o sol ardente, sei que nunca estarei perdida e só. No salão do palácio, as mulheres dançam a dança sagrada que enaltece o ventre. De onde surge a vida, elas proclamam: Viva o nosso sagrado e divino oriente! O corpo da mulher é um templo sagrado cujas curvas são as abóbodas celestes do palácio. Os seios da mulher são duas obras divinas cuja textura de veludo e seda nutre a vida. A mulher é a criatura mais perfeita do criador, fonte de compaixão, sensibilidade e amor. A mulher é o esplendor dentre toda a criação, pois lapidado com o ouro foi o seu coração. Mais nobre que todos os palácios é o seu ventre que faz florescer a vida e tudo o que sustenta a terra: criatividade, amor, prazer, paz e diplomacia terna. Louvada seja a grande mãe em todos os continentes. As mulheres nasceram para ser irmãs e cúmplices e não para perecerem de rivalidade, inveja e ciúmes. Cada mulher é uma flor única, esplendorosa e bela que exala perfume de amor no jardim do planeta Terra. Os homens nasceram com o corpo forte e a alma frágil e, por isso, necessitam de femininos e doces cuidados. No ventre de uma mulher, o homem deita a sua cabeça, recebendo todas as carícias que curam a sua tristeza. A força física do homem serve para proteger a mulher e não para oprimir e maltratar a sua sagrada amante. A mulher é uma deusa que deve ser cuidada como um diamante! No coração de cada uma, existe a coragem da bela Ester. Quando o homem trata mal a mulher amada, o céu encerra o seu canto e os anjos choram. Por ver a sua melhor obra sendo injustiçada, o céu fica turvo e o grande criador se revolta. Enaltecer a mulher é enaltecer a Deus que criou a mulher para servir ao seu amor. No coração de uma mulher, reside o seu esplendor, fantástico recanto de compaixão ilimitada. Enquanto o egoísmo masculino faz guerras, destrói vidas, separa povos e devasta terras, o amor feminino cura, ajunta, liberta e sana todos os males da maldade humana e profana. A mulher é a esplêndida obra do criador, deusa sagrada que carrega o doce mérito de ser a intermediária de todos os mistérios. Viva o seu ventre que é bálsamo de amor! O ventre é o pórtico da vida que a mulher carrega. Nessa dança, vamos nos entrelaçar à feminina entrega. Eu rodopio com os véus, ergo as mãos e mexo o meu ventre enquanto sinto que a minha alma vibra e o corpo treme. Sinto-me uma deusa a cada movimento da dança enquanto os meus pés descalços deslizam no chão. Entregue-se ao amor, à fé, à vida e à esperança que habitam dentro de seu nobre e feminino coração. O universo todo gira em torno do meu ventre e o meu ventre gira em torno do universo. A graça do meu ventre tem a força de um leão e a doçura da minha voz domina até um furacão. Há um ponto do universo em meu umbigo que se conecta com o divino a cada giro. Enquanto as lantejoulas de meus seios balançam, posso ouvir o cântico angelical da bonança. Eu estou dançando com os sinos de Deus, e Deus está abençoando os meus giros. Eu e Deus somos uma só luz brilhante que emana do meu ventre radiante. Poesia escrita por Tatyana Casarino Estra poesia retrata a importância da mulher para a criação, tendo em vista que a mulher é a luz do mundo segundo o esoterismo.
*Dica: Navegue no Blogue através das TAGs (marcadores ao lado direito do Blogue) e clique em um tema de sua preferência. Aqui há poesias românticas, poesias sensuais, poesias místicas, poesias do Sagrado Feminino e muito mais. *Observação: Se você está lendo a Poesia no Celular ou no Tablet e gostaria de visualizar as TAGs, clique em "Visualizar versão para web" (tal frase localiza-se acima de "Quem é a escritora?" na minha descrição). Abraço, Taty. *Fonte da Imagem: Pinterest (Aplicativo e Site de Imagens).