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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

O vampiro é o ser da noite





Quando a noite chega,

o vampiro invoca as sombras,

sombras de dor, raiva e luxúria,

sombras de vingança e fúria.

 

Naqueles tempos febris,

onde os fantasmas cantavam

pelas bandas passando,

pelas salas de aula.

 

Quando o sangue agita

as narinas, a perfumaria,

uma nova alquimia grita

e um novo aroma vira poesia.

 

É a canção do menino sombrio,

do pobre estudante de outrora,

do riso excluído e do sol esquecido.

Quando puxa o riso, vai embora.

 

As ondas do luar no lago

estão reverberando no espírito.

Logo, os vitoriosos serão tentados,

e os populares serão esquecidos.


A lâmpada acende a alma

que, por dentro, sangra de dor.

O vampiro nunca conheceu o amor,

exceto pela ruiva que tinha esplendor.

 

Os seus cabelos de fogo brilhavam,

acendiam o seu longo caminho,

iluminavam o seu misterioso espírito.

Por que só o que queima dá abrigo?

 

Seu sonho é fazer a ruiva cair

para que ela conheça o seu abismo.

O amor pode ser profundo e divino,

mas também um teste de fogo dolorido.

 

Na porta do cemitério, ele voa,

como um morcego sem rumo.

O gato preto é o seu melhor amigo,

o pio da coruja é a melodia do espírito.

 

Profundamente sombrio e taciturno,

o seu reflexo no espelho está sumindo.

Pálido o semblante, lábios sem cor,

espírito cambaleante que precisava de amor.

 

Velas, candelabros e caveiras,

perfume afrodisíaco na penteadeira.

Seu perfume de mel atraindo as vítimas

é a suprema vitória da sua vida.

 

Quando menino, enterrava brinquedos,

carrinhos, bonecas, flores e gravetos.

Depois de homem, virou um vampiro,

um ser da noite que suga sentimentos.

 

A revolta é a mãe da vingança

e a mágoa é a mãe da noite.

A lua alimenta o espírito,

e a escuridão refresca a alma.

 

Ah! Quem é bom quer ser pura luz!

Mas, quem aguentaria a luz do sol?

O sol incessante a todos queimaria,

a sombra da noite é uma necessária rainha.

 

O vampiro é o ser da noite,

o vampiro é o ser da lua,

que abraça a noite como a sua rainha,

dançando o som das estrelas frias.


Poesia escrita por Tatyana Casarino. 





A poesia faz parte do estilo "romantismo gótico" e explora o arquétipo do vampiro, ser da noite que representa as sombras humanas (desejos, medos, impulsos, instintos e todos os aspectos que as pessoas costumam esconder da sociedade). 

Nessa poesia, o "vampiro" é simplesmente um homem sombrio que, por falta de amor e traumas do passado, resolveu abraçar a melancolia da noite. Os últimos versos provocam reflexões filosóficas acerca da necessidade da noite e até mesmo das sombras, porque a iluminação incessante (solar, espiritual ou emocional) seria capaz de queimar aquele que pensa que é bom demais. 


Tatyana Casarino


*Ilustrações de Victoria Francés disponíveis no Pinterest. 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

A visita do vampiro

 


O vampiro paira sobre a bruma,

a bruma da lua cheia sombria.

Ele lembra das suas mágoas antigas

e sussurra tristes cantigas tão puras.


Ele é um parasita interno maldito

que sabota a sua doce alegria.

O vampiro suga o sangue quente

com a sua solidão tão fria.


O vampiro suga a sua alma

até você sentir toda a fadiga.

Mas, ele também é a bendita sombra

que transforma angústia em poesia.


A lua gosta do seu sombrio beijo

quando ele invoca todos os seus medos.

O vampiro vai visitá-la essa noite

com todo o seu melancólico açoite. 


O vampiro traz a vontade do isolamento,

frias sensações de frustrações e lamentos.

A revolta dele é quente como o sangue dela,

a fera feroz isola de novo a donzela.


Nessa valsa de tristeza e dor,

também há beleza e sutil amor.

Se a cruz da generosidade parece pesada,

o vampiro mostra um egoísmo que salva.


A luz das velas aponta um sombrio caminho

que é feito de luxúria, melancolia e vinho.

Vampiro da noite, quais são as suas necessidades?

Vampiro da noite, quais são as minhas necessidades?


Vamos falar de amor de novo.

Essa noite, o vampiro voará veloz

e seduzirá sua presa em lençóis de seda.

O submundo também tem suas estrelas.


Vamos abraçar as nossas sombras

feitas de ira, luxúria e medo.

Essas sombras nunca serão aniquiladas,

pois a loucura descontrola o sentimento.


Seu beijo tem gosto de egocentrismo

e seu perfume lembra cheiro de chuva.

Essa noite, o vampiro atacará a sua alma pura,

descontrolando o seu sentimentalismo.


Poesia escrita por Tatyana Casarino. 


    



  Essa é uma poesia gótica que escrevi para abordar as nossas sombras de um jeito criativo. Medo, ira, descontrole emocional, luxúria, loucura, fadiga mental e sentimentalismo são algumas sombras citadas na poesia.

 Você abraça as suas sombras e imperfeições com autocompaixão? Muitas vezes, é preciso tratar as próprias sombras com compaixão e gentileza, pois o excesso de cobrança e perfeccionismo não apaga os nossos defeitos e até dimensiona o sofrimento de forma desnecessária. 

  Com calma, compaixão e gentileza, podemos canalizar as nossas sombras para uma expressão saudável e repleta de sabedoria como, por exemplo, a poesia. A poesia gótica é a minha maneira terapêutica de "exorcizar" as minhas sombras no caminho criativo. Os vampiros são arquétipos clássicos e famosos das sombras humanas. Com ira e luxúria, eles sugam o "sangue" criativo da poesia e expressam toda a sombra humana que não pode ser aniquilada. 


Tatyana Casarino. 

sábado, 8 de junho de 2019

Cortina de fumaça perfumada



Vejo uma bela mulher caminhando
no castelo em pleno século dezoito.
É o tempo dos homens e da razão,
não há espaço para o seu coração.

Escadarias intermináveis e lustres,
anjos esculpidos e candelabros.
Seus cabelos roxos e esvoaçantes
combinam com o vestido prateado.

Sua máscara dourada escorrega,
e logo ela olha para trás com receio.
Um vampiro fita bem o seu olhar,
lança uma taça que se quebra.

A princesa aperta o passo,
é uma angústia que se alastra.
O vampiro puxa os seus cabelos,
e de seus lábios rouba sete beijos.

"Não há paz no inferno,
não há paz na loucura."
É isso que ele sussurra 
antes de morder a sua nuca.

"Não há paz na escuridão,
não há paz na solidão.
Seja minha anestesia,
seja minha fantasia".

Então, ela correu, correu, correu,
em outros lances tortuosos de escadas,
mas não havia escapatória na sacada,
e ele a ataca com toda a sua audácia.

Com sede de sangue, ele a agarrou,
sugou o vinho da alma da donzela
antes de rir como um intenso lunático.
Que perigo é um homem apaixonado!

Ela olha para a sacada em desespero,
pensava em pular para o abismo.
"Não pule em abismos, minha amada,
senão naquele que vive no meu peito!"

Ela olha assustada para o vampiro,
lágrimas descem em sua linda face.
"Não quero ser tua, não quero ser tua,
pertenço somente à coroa e à lua."

"Não é a coroa que te pertence!"
O vampiro exclama agressivo.
"Tu que és dona dela, princesa,
e maior do que a lua é a tua beleza!"

A princesa o empurra levemente
em direção ao aposento do castelo.
"Vamos embora dessa sacada,
não quero ser por ti amada!"

O vampiro chora com revolta,
bebe as próprias lágrimas turvas,
e depois morde suavemente os lábios.
Puxa a princesa e lhe dá um abraço.

De repente, ele exala um perfume,
uma fumaça perfumada a contamina.
Nas brumas de Netuno, ela desmaia,
sem saber onde o amor se inicia.

Toque-me, estou fria na noite,
toque-me, estou fria no vento.
Perfume minh'alma, fascinação,
deixe-me conhecer este sentimento.

Não vá embora fascinação!
Só por esta noite, lua azul,
deixa eu me perder no amor.
Desejo anestesiar a sua dor.

As cortinas das janelas balançam,
ele a carrega nos braços para o quarto.
O amor é um delírio, uma invenção,
o amor nos deixa tontos, sem direção.

Só por esta noite, lua azul,
deixe-nos perdidos e despidos.
Onde está minha direção?
Onde está a sua direção?

Nós estamos perdidos, perdidos,
por que o amor é se perder?
Nós estamos tontos e derretidos,
por que amar é se perder?

Dentro de uma cortina de fumaça,
há lençóis de seda e cheiro de incenso.
O cheiro das rosas os incendeia,
eles fazem amor sem máscaras.

Só por esta noite, lua azul,
deixe-me ficar perdida.
Só por esta noite, lua azul,
deixe-me fazer esta poesia.

Fazer amor é como fazer poesia:
a mulher é o verso e o homem é o ritmo.
E é preciso uma louca inspiração dentro disso,
que veio não sei de onde e vai não sei o porquê.

O amor é cego e desorientado,
a paixão é um fio desencapado.
Eles se colocaram em um transe,
não há volta para este novo romance.

As mãos do vampiro navegam no seu corpo,
eles estão em um transe sem precedentes.
Erótica e romântica, ela se entrega a ele,
enquanto inala o perfume dormente.

As consciências dos apaixonados dormem,
mas as suas almas vibrantes despertam.
Entregue sua mente a este doce perfume,
não há outro gozo além da luz que se funde. 

Depois de fazerem amor, o vampiro some.
Uma espiral de fumaça o abraçou nas brumas,
e o levou para a sua sombria e distante dimensão.
Da donzela, só resta o testemunho do seu coração.

Ela ouve na janela o canto dos morcegos,
e é como se eles dissessem à sua alma:
"Na sua alma, eu vi o paraíso e a calma luz,
que me curaram da loucura dos vis desejos."

Poesia escrita por Tatyana Casarino. 


                           



    Esta poesia fala sobre a nebulosidade da paixão, a qual muitas vezes é iniciada sem os amantes perceberem. O amor é a perda da direção, o responsável por deixar os amantes desnorteados, mas também é o fio condutor da descoberta de novas verdades e sentidos dentro da alma. O vampiro é o arquétipo do homem apaixonado e sem freios, que se deixa conduzir pelos desejos da noite sem a luz da razão. 
       Deve-se tomar cuidado para não se perder nas trevas do inconsciente, assim como é preciso ficar atento para não ficar racional demais e perder a fascinação dos sentimentos e sensações que surgem sem qualquer explicação. Um equilíbrio entre luz e sombra é necessário para que a alma consiga obter o autocontrole sem perder o encanto. E, com frequência, os encantos nascem das inspirações mais misteriosas que, assim como o amor e a poesia, surgem de um lugar intangível. 

Tatyana Casarino. 




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sábado, 10 de novembro de 2018

Valentin: O Vampiro inglês



Ele era um bom menino,
estudioso e bem quietinho.
Estudou em colégio religioso,
era moralista e virtuoso.

Seu pai era um rei bondoso
que ajudava a vila e o povo.
Sua mãe era uma rainha formosa,
muito bela, meiga e caridosa.

Valentin não queria ser príncipe,
tinha aversão ao seu próprio poder.
Não queria participar de batalhas,
tinha pavor de todas as armas.

Valentin gostava de ir à missa,
tinha decorado toda a bíblia.
Estudava para ser o novo padre
usava até o cinto da castidade. 

Certo dia, a eclosão de uma guerra
devastou o reino de sua Inglaterra.
Seu pai e sua mãe morreram,
e ele sobreviveu como único herdeiro.

Quando soube que estava órfão,
seus olhos azuis ficaram arregalados.
Naquela noite, raios e trovões pesados
faziam tremer o mosteiro de seu seminário.

Lágrimas logo caíram sobre a bíblia
assim que ele chorou e gritou.
A saudade dos pais quase o matou 
junto da culpa que o dilacerou.

"Por que eu não fui à guerra
para ajudar o reino da Inglaterra?"
Ele se questionava em culpa e lágrimas
por se esconder num mosteiro sem armas. 

"Será que, se eu tivesse lutado,
meus pais e o reino estariam salvos?"
Ele indagava para a lua cheia
enquanto sentia o peito angustiado.

"Será que eu tentei ser virtuoso,
mas minha omissão foi desastrosa?"
Perguntou Valentin de forma chorosa
antes de descer as escadas em espiral.

Correu para o seu castelo,
queria ajudar o seu reino.
Mas avistou o usurpador francês
que matou seu pai pelo reino inglês.

Escondido atrás das árvores,
Valentin viu um rei falso e maldoso
ao lado de uma rainha feia e sem graça.
Eles não eram como seus pais virtuosos.

Os usurpadores estavam debruçados na janela
e tomavam vinho enquanto falavam de guerra.
Valentin chorou silenciosamente sob a lua
quando viu seu jardim devastado e a terra nua.

Voltou correndo para o mosteiro,
subiu as escadas bufando de ódio.
Os outros padres ficaram preocupados,
mas Valentin estava silencioso e mórbido.

Revirava em sua cama durante a noite,
sua febre provocava ardência no corpo.
Relampejava quando sua testa suava,
e, então, ele acordou para o lunar açoite.

Perguntas açoitavam a sua alma:
"Vale a pena seguir a virtude
se os reis maus sucedem os bons?
Vale a pena seguir a caridade?"

Acordou com os olhos vermelhos,
queimou o seu cinto de castidade
e rasgou a sua sagrada e sonhada batina.
Soltou os cabelos negros, apagou a lamparina.

Desceu as escadas bufando,
queria fugir daquele seminário.
Seu professor tentou impedir a fuga,
mas Valentin agrediu o bispo com fúria.

Sua força foi multiplicada pela lua,
e ele quebrou a janela ao arrombar a porta.
Saiu a correr feito um profano cego
por aquela floresta que lembrava o deserto.

Adentrou em um bordel francês
que foi trazido pelo novo rei.
Dançou, gritou, bebeu, cantou,
tomou um litro de vinho e depois urrou. 

Sua forma de lidar com a dor
foi a de enlouquecer profundamente.
A angústia arrebentou as cercas da alma,
libertando todos os vícios latentes.

Beijou três prostitutas sob a lua,
arrancou as máscaras delas e as plumas.
Da castidade mais rígida do internato,
ele saltou para a luxúria mais insana.

Quando não sabemos encontrar o equilíbrio,
o excesso de virtude pode ser maléfico
ao trancafiar os desconhecidos vícios.
Só a balança traz o meio do caminho.

Arrancou a peruca branca de uma prostituta
que usava uma maquiagem bem forte.
Puxou os cabelos castanhos dela num suspiro
enquanto a lua o transformava num vampiro.

Escolheu esta prostituta de cabelo escuro
para ter a sua primeira noite de prazer.
Subiu as escadas do bordel em segundos 
enquanto latejavam os seus instintos obscuros.

Sentiu sede do sangue da francesa
e atacou a bela mulher indefesa
cujo pescoço sofreu e sangrou.
O vampiro gargalhou e chorou.

O bordel chamou a polícia
por causa da mulher mordida.
A francesa sangrava sobre a cama,
mas o vampiro logo escapou.

Ao ver que tinha se tornado um monstro,
quebrou os espelhos do quarto do bordel
com um cinzeiro prateado e dourado.
Depois, pulou a janela e escapou dali.

Correu com monstruosa velocidade
no meio do bosque e camuflado nas árvores.
Decidiu se vingar do sarcástico rei usurpador
para honrar o pai e a guerra que acabou.

Quando chegou perto do castelo,
avistou a princesa Catherine Lee.
Diferentemente do rei e da rainha dementes,
Cathy era bela, bondosa e sorridente.

"Vingar-me-ei do rei ao matar a sua filha
que parece ser tão virtuosa, doce e inocente.
Eu era tão inocente quanto essa donzela,
não suporto ver seu sorriso atrás da janela!"

Certa noite, foi marcado um baile
cujos convidados estariam mascarados.
Valentin apareceu na festa
e caçou pelo salão a donzela.

Cathy usava uma peruca roxa,
uma máscara prateada brilhante 
e um vestido preto de renda.
Este é só o início dessa lenda. 

Poesia escrita por Tatyana Casarino.




*Tatyana Casarino é paulista da cidade de Presidente Prudente/SP. Todavia, ela morou boa parte de sua vida em Santa Maria/RS, já passou por Fortaleza/CE e atualmente vive em Brasília/DF. Ela é Advogada, Especialista em Direito Constitucional, poetisa e escritora. 

 Mais sobre Tatyana: Suas poesias costumam ser místicas e simbólicas. Seu principal objetivo na literatura é levar a conscientização da importância de olhar para dentro de si mesmo e aperfeiçoar a personalidade. Somos seres humanos em constante evolução. 

*Sobre a Poesia desta postagem:



**A poesia alerta para a necessidade de trilhar o caminho do meio entre as virtudes e os vícios, já que sufocar os vícios em busca de uma santidade impossível pode trazer o efeito contrário. Na história contada pela poesia e criada por Taty Casarino, o personagem Valentin expandiu os vícios após um acesso de loucura, restando perigosa e contraditória a sua obsessão inicial pela virtude. 




**Leia mais poesias de Vampiros (o leitor perceberá que muitas delas também pertencem à história descrita pela poesia desta postagem) no seguinte Link:

http://tatycasarino.blogspot.com/search/label/Poesias%20de%20Vampiros

**Observação: O Link citado remete a todas as poesias de vampiros já escritas nesse blogue. Se você gostou do viés gótico da poesia de hoje, certamente gostará das outras poesias. ;) 

Tatyana Casarino 


*Confira uma música que combina com a postagem por representar o conflito entre a libido humana e o anseio pela pureza religiosa:


Sadeness - Enigma 


https://www.youtube.com/watch?v=4F9DxYhqmKw

*Tradução da música citada:

https://www.letras.mus.br/enigma/12926/traducao.html

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O perfume do Vampiro



Na neblina do cemitério, ele vaga
à procura de sensações de prazer.
E, quando aparece aquela maga,
o vampiro a persegue para morder. 

Todas as demais mulheres atacadas
morrem ou viram vampiras pálidas.
Mas, aquela mulher é bem diferente,
pois ela sempre tem o sangue quente.

O relógio soa as badaladas noturnas
enquanto no céu brilha pálida a lua.
Pelo castelo, o vampiro corre ferozmente
até ver a donzela de sangue mais quente.

Ele se esconde dentro do espelho dela
depois de apagar todas as suas velas.
E, quando ela veste a camisola branca,
ele sussurra poesias de forma mansa.

Ela sorri ao escutar uma voz encantadora
enquanto escovava os longos cabelos. 
Ela se fascina com a sua beleza toda
e acaba beijando o próprio espelho.

O vampiro solta uma larga gargalhada
enquanto grita de forma louca e sarcástica:
"Vaidade das vaidades, você é pecadora,
entregar-se-á a mim nesta noite promissora."

Ao invés de ver os próprios lábios refletidos,
ela percebe que beijava os lábios do vampiro.
Ele puxa a dama para dentro do espelho,
e ela se depara com o seu quarto invertido.

"Toda mulher é corrompida por elogios,
pois eles despertam a narcisística libido."
Sussurrava o vampiro em seus ouvidos
enquanto mordia a dama entre gemidos.

Ele acaricia o ventre dela antes dos seios
enquanto sussurra todos os seus desejos.
"Hoje eu quero a dama mais poderosa."
Dizia o vampiro ao rasgar a sua camisola.

"Você não me ama, mas ama a si mesma,
você não me deseja, mas deseja a si mesma.
Sinta o meu desejo por você e me devolva
em forma de carícias e fantasias tolas."

"Eu amo você, meu querido vampiro,
eu admiro você, meu amante noturno.
Mas confesso que expresso a narcisística libido,
pois voltado para dentro é o fogo feminino."

"Desde que o mundo é mundo, é assim:
a mulher ganha pela sensualidade e beleza
enquanto o homem ganha por sua inteligência.
Sem audácia, não há começo nem fim."

"Você me revelou o que há de melhor em mim,
merecendo todas as sensações doces e infinitas. 
Saber que sou bela para você é o que me faz arder,
saber que produzo o seu prazer é o que me dá prazer."

O vampiro morde a dama que geme docemente
antes de arranhar a nuca de marfim gélido dele. 
Cada gota de sangue que cai no lençol branco da cama
acaba virando uma pétala de rosa vermelha profana.

Ela adormece com a cabeça sobre o peito áspero dele,
fazendo cócegas nele com a sua face rosada e macia.
Mas, quando ela acorda, não há mais rosas nem vampiro,
e o seu quarto volta à posição que há fora do invertido. 

Um perfume marcante é tudo o que restou daquela noite
que lembra o aroma de jasmins misturadas com rosas.
O perfume do vampiro remete ao prazer e ao açoite
que a mordida dele causou em sua sensual história.

Poesia escrita por Tatyana Casarino




  Esta poesia trata de prazer feminino sem tabus e desmistifica a velha lenda de que a mulher é "interesseira". É comum vermos mulheres bonitas com homens que não são tão bonitos, o que incita um equivocado pensamento nas pessoas: "deve ser por causa do dinheiro dele". Entretanto, nós mulheres buscamos sim romances verdadeiros e nos importamos com as personalidades de nossos parceiros. 
   Ocorre que, muitas vezes, o homem ganha a mulher pela inteligência e astúcia, seduzindo a sua parceira quando ela se apaixona por ela mesma através do sentimento dele. Sentir-se valorizada eleva a autoestima feminina e faz a mulher cair nos braços de homens que não são bonitos. Em geral, o homem se encanta pela visão (por isso, a beleza da mulher chama a sua atenção) enquanto a mulher se encanta pela audição (a mulher é sensível a tudo o que o homem fala para ela). 

                    

   
      Por essa razão, muitas vezes, a mulher é seduzida por elogios. Pelo que eu percebo entre as mulheres, a inteligência e a força são virtudes valorizadas na hora de arranjar um pretendente. Nessa hora, nota-se uma feliz (ou infeliz) coincidência: os homens mais cultos e espertos estão na alta sociedade. É claro que há mulheres fúteis e interesseiras que se apaixonam pela carteira e pela conta no banco ao invés de se apaixonarem pelos namorados. 
     Não obstante, em geral, as mulheres são apaixonadas de verdade por seus parceiros (dificilmente uma mulher aceitaria conviver com alguém por quem não nutre sentimentos, já que a alma feminina é sensível por natureza e busca carinho) além de serem apaixonadas por si próprias (hehehe). 
     Apaixonar-se por si mesma é requisito fundamental para uma autoestima saudável, para amar o parceiro e para sentir prazer. Talvez o problema das mulheres que não atingem o prazer seja simplesmente falta de autoestima (uma questão delicada para muitas). 
    A mulher precisa estar de bem com a vida, de bem com o próprio corpo e se amar primeiro antes de se entregar para alguém. O prazer feminino é mais complexo, interno e psicológico. Já o prazer do homem é voltado para fora e facilmente instigado por vislumbres sensoriais e visuais. Digamos que o prazer da mulher é um labirinto que requer inúmeros estímulos enquanto o do homem é um alvo que requer um único tiro. Conciliar labirinto e alvo é tarefa de equilibrista hehehe. Por esse motivo, a mulher é mais "difícil" de ser conquistada enquanto basta uma olhada para o homem se encantar. 
      Por fim, repito: não somos interesseiras. Nossa beleza vale pela falta de beleza de nossos parceiros (hehehe). Não estamos atrás de dinheiro, mas atrás de autoestima (o que não tem preço). O homem sedutor é aquele que eleva a autoestima da parceira. Não nos interessamos pelo carro do namorado (mulheres não entendem quase nada acerca de carros e máquinas). É claro que, se aparecer um vampiro charmoso e rico dirigindo um Volvo como o Edward de Crepúsculo, ele vai chamar a atenção da mulher (hehehe). Mas, não é o dinheiro que buscamos, é o prazer narcisista. Por essa razão, é o homem que conduz a paquera (ou pelo menos era antes do feminismo radical estragar o cortejo).  

                 

       
          Muitas mulheres têm vergonha de admitir a sua vaidade e o seu lado narcisista, preferindo até serem chamadas de interesseiras do que explicarem a razão pela qual foram conquistadas. Mas, neste blogue, não há tabus. Eu escrevo análises psicológicos profundas, pois o funcionamento da psique feminina (e de todos os seres humanos em geral) me fascina.
        Sempre defenderei as mulheres em todos os lugares, pois esse é o meu dever! Que as mulheres sejam abençoadas e saibam se amar sem medo e sem vergonha. Um pouco de vaidade não é pecado e faz muito bem!

Tatyana Casarino


terça-feira, 22 de agosto de 2017

O Beijo da Vampira




Esses versos irão discorrer
sobre uma lenda gótica antiga.
Trata-se de uma bela menina
que acabou virando uma vampira.

Nasceu em uma vila francesa
pacata e muito preconceituosa
que discriminava os moribundos,
os doentes, os loucos e os taciturnos. 

A sua missão era cuidar dos doentes
como um anjo puro, meigo e celestial.
Havia nascido com uma missão divina,
mas certo dia seu fado ficou infernal. 

Tudo aconteceu quando virou enfermeira
e se apaixonou por um paciente amável.
O carinho dele era tão especial e insuperável
que ela transformou compaixão em afago.

Ela derramou muitas lágrimas sob o céu noturno
quando soube que o seu belo amante havia falecido.
E, então, no hospital, começou a ouvir vozes e risos
das outras enfermeiras diante do caso curioso dela.

"Ela se envolveu emocionalmente com ele!
Dizem que se beijavam todas as noites
e que havia gemidos que não eram de dor."
Falavam as enfermeiras fofoqueiras e dementes. 

"É errado envolver-se emocionante com ele,
assim como com qualquer outro paciente.
Ela não tem ética embora seja competente."
Dizia uma enfermeira invejosa e maldosa.

"Dizem que dançava para ele e lia poesias.
Ela deve gostar de homens complicados,
doentes e que precisam de sua salvação.
O lugar dela é no cabaré e não na enfermaria."

Após ouvir aqueles comentários a seu respeito,
a enfermeira apaixonada cujo nome era Perséphone
retirou-se do hospital e foi para o seu humilde lar.
Sentou-se na cama e chorou toda a dor do seu amar.

Diante de uma imagem de Nossa Senhora das Graças,
ela chorou toda a dor daquela tragédia amorosa ingrata.
Então, ela abriu a janela em plena noite de lua cheia,
sentindo o vento que vinha de fora percorrer as suas veias.

Olhou-se no espelho e sentiu um arrepio inexplicável:
havia algo selvagem nunca visto em seu olhar. 
Seu olhar sempre fora tão doce, puro e amável,
mas agora estava cheio de raiva, dor e força.

"Cansei de ser a moça boazinha e zombada.
Cansei de ser incompreendida e discriminada.
De qualquer forma, eu sempre serei criticada,
então que seu seja forte, muito forte, muito forte."

"Eu cansei de essa boneca de porcelana
que atende as expectativas alheias.
Cansei de ter medo de críticas insanas!
Cansei de sufocar a alma, de não ser eu mesma!"

Havia escorpiões subindo pelas paredes do quarto
enquanto o céu lançava raios da lua em sua janela.
Ela começou a sentir arrepios em seu corpo inteiro
quando o barulho de um trovão ecoava dentro dela.

"A partir de agora sob a luz da lua, eu serei diferente!
Eu prometo pela luz da lua que me ilumina que serei forte!
Pela luz da lua, eu serei orgulhosa, vaidosa e destemida!
Ninguém nunca mais poderá mandar em minha vida!"

"Sob a luz da lua, eu assumo minha luz e minha sombra,
minha fraqueza e minha força, minha dor e paixão.
Sob a luz da lua, eu assumo os instintos do coração!
Nem a morte prenderá a minha força em uma masmorra!"

Enquanto dizia aquelas palavras na frente do espelho,
conversando consigo mesma como uma lunática,
seus olhos ficavam sensuais, arregalados e surpresos
com toda a sua força selvagem redescoberta e inata. 

Ela apontava o dedo para si mesmo na frente do espelho
enquanto dizia de maneira soberana e muito feroz:
"Nunca mais derrame uma lágrima por uma crítica,
pois você deve ser invencível e expressar a sua voz."

As palavras das enfermeiras fofoqueiras ecoavam,
balançando as paredes e fazendo tremer a sua cabeça.
Em luto, sangrava o seu coração de tanta dor e tristeza
enquanto ela fechava as mãos e visceralmente gritava.

Em contato com as palmas das mãos que sangravam,
estavam as unhas que cresciam em ritmo apavorante.
Ela abriu as mãos que estavam arranhadas e tremeu em risos.
quando viu no espelho o crescimento de seus dentes caninos. 

Depois da transformação, ela virou uma meretriz
sombria, altamente irresistível e muito poderosa.
Há boatos antigos sobre a enfermeira perigosa
que se deitava com o paciente antes de ele partir.

Dizem que a lua cheia ouviu a dor de seu coração
e a transformou numa criatura poderosa e destemida,
que não teria medo de derramar toda a sua paixão
para as formas mais doentes e esquecidas de vida.

Durante o dia, ela era uma simples mulher amável,
mas durante a noite ela virava uma criatura perigosa.
Sob a luz da lua, ela era uma vampira tenebrosa
que gostava de morder o seu paciente vulnerável.

Ela era a sorte dos desafortunados, a luz da dor,
a rainha macabra das noites silenciosas francesas,
a enfermeira devota, a sombria e doce princesa.
Ela até poderia ser uma santa de tanto amor.

Ela poderia ser uma santa por tanta devoção e bondade
que demonstrava em relação aos doentes mais vulneráveis.
Mas, a sua libido sombria destruiu a sua doce santidade,
transformando a sua auréola em uma perigosa beldade. 

"Quais são as suas sombras? Quais são os seus defeitos?
O que você fez de bom em sua vida? O que gostaria de ter feito?
Quais são as suas virtudes? Quais são os seus desejos?"
Eram as perguntas que ela fazia às vítimas de sua paixão.

O veneno expelido de sua irada e sombria mordida
permitia uma sobrevivência extra aos pacientes.
Dizem que o seu beijo tinha o sabor mágico de cereja 
e que, ao invés da pele fria, era uma vampira quente.

Ela não era somente uma enfermeira vampira,
mas uma secreta e invencível sacerdotisa,
dona dos segredos das almas dos humanos.
Ela conhecia o que havia no sagrado e no profano. 

Ela era tão apaixonada pela vida e fogosa
que não cortejava a frieza profana da morte
como os vampiros que vagam por toda sorte.
Ela reinava no submundo, mas ainda flertava o céu.

Ela acariciava o paciente em uma redoma de paz,
prometendo prazeres, cores e gemidos de amor
para aqueles que conheceram os gemidos da dor.
Ela tocava a mais carinhosa das sinfonias da vida.

Ela só não perdoava o paciente depressivo
que era socorrido após tentativa de suicídio.
Quando alguém assim chegava ao hospital,
ela mordia de maneira mais cruel sem ser fatal.

Ela incentivava sempre o valor da vida, 
mesmo para os pacientes desenganados.
Ela cantava alegres e românticas poesias
sobre a esperança por trás do humano fado.

Dizem que o paciente desenganado
morria, ao menos, bem mais feliz
após experimentar os prazeres largos
que a doença cruel havia recusado.

Dizem que ela cultivava um jardim
e cortava o caule das flores murchas
para demonstrar a vida dos espinhos,
que continuava após as pétalas terem fim. 

Certa vez, ela foi flagrada mordendo um paciente,
e, então, chamaram um padre exorcista e a polícia.
No entanto, ela fugiu do hospital pela porta da frente,
levando apenas o seu terço, a bíblia e o livro de poesias.

"Pensam que eu sou uma criatura do mal,
mas eu ainda sou uma alma bondosa.
Não sou maldosa nem criminosa
e não preciso de exorcista ou polícia."

Sussurrando bem baixinho aquelas palavras,
ela saiu a correr pela densa floresta francesa.
Dizem que ela sumiu entre as robustas árvores, 
tornando-se uma fada ou um espírito da natureza.

Poesia escrita por Tatyana Casarino.




Imagem: Mortícia_Adams de Josh Howard


*Observação: Perséphone é a variação francesa do nome Perséfone. 
Perséfone, na mitologia grega, é a deusa das ervas, flores e frutos. Porém, essa deusa é conhecida por ter sido raptada por Hades, o deus do submundo. Hades é equivalente ao deus romano Plutão. 
  Na astrologia, por exemplo, o planeta Plutão é considerado o regente do signo de Escorpião, o arquétipo astrológico que evidencia as crises existenciais humanas, os medos inconfessáveis, o nosso lado sombrio, o sexo e a morte.

 A Poesia passa várias mensagens como a coragem de assumir o nosso lado sombrio sem medo de críticas, a dualidade do ser humano (Perséphone é uma santa pecadora), a libido por trás da generosidade e a compaixão transformada em paixão fatal. 

 Tudo na Poesia é exagerado, dramático e "sensacionalista" (hehehe), mas há boas mensagens por trás do drama de Perséphone, como a importância da tolerância e o perigo de julgarmos alguém apressadamente. O que havia atrás daquela vampira fatal? Uma mulher perdida na dor de ter perdido o seu grande amor. 

                   


   Muito embora haja uma certa carga de erotismo gótico e até pitadas de terror/suspense na história dessa vampira (tenho o projeto de escrever a história dela e nunca havia imaginado em escrever algo com pitadas de terror em minha vida hehehe), pode-se perceber mensagens de valorização da vida. Não espere ficar doente ou incapacitado em um hospital para questionar a si mesmo as seguintes perguntas:

   "Quais são as suas sombras? Quais são os seus defeitos?
O que você fez de bom em sua vida? O que gostaria de ter feito?
Quais são as suas virtudes? Quais são os seus desejos?"

    Passaremos muito tempo "engavetados" nesse mundo (seja no caixão ou na gaveta do cemitério -- perdoe-me se fui mórbida). Então, por que engavetamos os nossos sonhos? Há pessoas que passam uma vida inteira "engavetadas" dentro de si mesmas... Tem gente que não tem coragem de assumir a sua verdadeira identidade e coloca "para dentro do armário" sua verdadeira vocação, seus sonhos, suas paixões e até mesmo a sua orientação sexual. 
    Chega de ter timidez! Diga a si mesmo na frente do espelho: "É hoje que eu vou me mostrar para o mundo!" Desengavete os seus sonhos, desengavete seus projetos e as suas fantasias. 
     Se você também escreve poesias, "desengavete" as suas poesias e dê vida para elas. Dane-se se elas desagradarem algumas pessoas ou se você ouvir dos literatos mais retrógrados que o que você escreve não é "boa literatura". Dane-se se as pessoas disserem: "Nossa, como você é metido! Você se acha o escritor. Você se acha o poeta." Diga para estas pessoas: "Eu não me acho escritor. Eu sou escritor." 
    A expressão "eu sou" é muito forte. Use essa expressão com afirmações positivas sem medo. De tanto escrever, um dia você se tornará um escritor inevitavelmente. Ninguém nasce escritor, você se torna escritor de tanto "suar a camisa" escrevendo, assim como alguém só se torna jogador de futebol depois de tanto jogar bola. É simples. Não ache que algumas pessoas nasceram para brilhar e você não. 

               

     

     Não ache que aqueles que são considerados escritores, por exemplo, nasceram com um brilho abençoado pela varinha de condão de uma fada e você é um pobre miserável que não pode ser considerado escritor. Todo mundo pode ser um escritor! Todo mundo pode ser o que sonha ser! Excesso de humildade nunca é benéfico assim como excesso de orgulho. É melhor ser uma pessoa "cheia" (metida) do que vazia. É melhor "se achar' do que se perder...
     Portanto, seja um "metido" do bem hehehe, coloque a sua expressividade para fora, grite, sorria e comece a dançar ou a escrever. Tenha humildade e doçura no coração. Faça tudo o que você quiser desde que não prejudique a si mesmo ou a alguém. 
     Tenha consciência de quem você é e de quem você pode se tornar se ouvir os sonhos que fazem o seu coração vibrar. O Mestre Osho já dizia: "Opte pelo que faz o seu coração vibrar apesar de todas as consequências". Se o seu coração vibra de alegria diante de uma atividade, persiga o seu sonho! Não se arrependa do que faz o seu coração ficar entusiasmado... Arrependa-se apenas do que fez o seu coração angustiado. 
     Livre-se do excesso de "pudor" e da falsa humildade que tornam o seu coração amargo. Seja doce! Seja sonhador! Seja entusiasmado! Erga a cabeça e exerça o seu brilho pessoal. 
    E nunca se esqueça do Oráculo de Delfos: Decifre a própria alma para não ser devorado por ela. Além do mais, há quatro verbos sagrados para realizar os sonhos: Saber, Ousar, Querer e Calar. Sendo assim, não saia por aí contando para todo mundo os seus sonhos. Construa a realização dos seus sonhos no silêncio do seu trabalho. Tenha discrição. Um dia você será descoberto se tiver talento. A sua obra falará por si mesma inevitavelmente.
    Apenas tenha consciência de uma coisa: Você irritará muitas pessoas que escondem a si mesmas quando começar a mostrar quem você é." ;)
    O caminho da virtude é solitário. Raras pessoas apoiarão você. Eu não posso dizer que a jornada virtuosa de realização dos sonhos é isenta de lágrimas, mas posso garantir que ela vale a pena por ser repleta de sorrisos também.  ;)

Tatyana Casarino. 

*Observação 2: A poesia também enaltece a sensualidade da mulher que sempre foi reprimida ao longo da história. É comum vermos vampiros masculinos apaixonados e descontrolados ao invés de vermos mulheres vampiras na história literária. Portanto, a poesia trata da paixão feminina de forma visceral e sem tabus.

Por falar em Vampiras nas histórias de ficção, me lembrei de The Vampire Diaries, onde Elena foi uma vampira na vida passada dela. Para quem quiser conferir cenas dessa vampira do século XIX atacando seus namorados, eis um link do clipe dessa história ao som da música "Lost in this dance" da cantora Lena Katina. 

 https://www.youtube.com/watch?v=P2Qv6ZthX-k


Tatyana Casarino