O caderno digital de Tatyana Casarino. Aqui você encontrará textos e poesias repletos de profundidade com delicadeza.
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quarta-feira, 25 de março de 2015
Homenagem à força yang
Era uma vez um príncipe cigano
de lenço atado na cabeça,
botas simples e desgastadas
e um espírito valente.
A vida não me deu muita opção:
ou serei forte ou serei forte!
A sociedade nunca foi benevolente
com as minhas chagas na alma!
Nunca me permitiram chorar,
sinto-me o mesmo até hoje:
pobre garoto órfão num internato.
Eis que hoje sou forte e destemido,
decepando todas as minhas angústias
com a minha espada da coragem.
Sou como o sol que nasce,
meu espírito pede luta.
Sou o guerreiro mais valente
de todos os clãs ciganos.
Esta força bruta que nasce do meu espírito
leva-me a matar em nome da paz
e da legítima defesa dos vulneráveis.
Protejo os inocentes com o escudo da virtude,
vou às guerras munido de boas armas.
Luto ferozmente como um leão,
devoro os impostores e os mercenários,
protejo a minha donzela Nancy Claire
da dor, da vida e da cigana magia.
Eu sou como o sol que nasce
anunciando o entusiasmo
e os gritos de guerra
para defender a Vida.
Eu sou como a luz do sol
que irradia coragem e força
a todas as montanhas que circunscrevem
o habitat de todos os ciganos.
Sou o ímpeto da força,
a vontade de lutar e fazer.
Arregaço as mangas e subo no cavalo,
estou pronto para mais uma batalha no alvorecer.
Viva o princípio masculino
que fertiliza os campos com coragem,
que sustenta e protege os lares,
que luta por princípios!
Hoje quando o sol nascer,
o nosso lado Yang vai florescer,
expressando força e coragem
no nosso espírito da eternidade.
Luta, coragem, força,
brutalidade repleta de esperança.
Homens, reis, pais e príncipes,
todos cavalheiros da Vida.
Proteção, luz, força,
valentia e destemor.
Hoje a nossa vitória
é a da vida em esplendor.
O Destemido (personagem poético masculino de Tatyana Casarino)
Este poema é uma homenagem ao princípio masculino. Na filosofia chinesa, Yang é o princípio ativo, masculino, solar e forma com o princípio feminino Yin o equilíbrio universal.
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Poesias escritas em 2015
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Viver é lutar
Cavalgando, cavalgando
naquelas ruas nobres,
botas desgastadas,
lenço vermelho na cabeça
e cabelos ciganos ao vento.
Arre! Quero uma taça de vinho,
e reencontrar a morena,
doce Nancy Claire, onde estás?
Tu não estás mais em meu convívio,
mas tu moras em meu peito!
Vontade de pular desse cavalo,
e de voar para beijar minha flor,
onde estás, meu amor?
Quero uma dança cigana,
quero abraçar o mundo,
não tenho medo da vida,
não tenho medo do escuro.
Meus medos restam enforcados
até da morte já não temo mais,
ou talvez eu tema o fim da vida,
porque eu amo viver,
mas se minh' alma é eterna,
eis que sou destemido!
Arre! Coisa boa é morrer,
e continuar vivendo...
...sem medo, sem medo!
Cadê os meus amigos?
Eu adoro todos eles!
Os ciganos, os que não são ciganos,
e também os camponeses!
Sou a alma da festa,
o espírito da vida,
não temo qualquer desafio,
não conheço o que é temer.
Mas,dentro dessa alma destemida,
também há um coração que chorou
quando ficou órfão,
quando se desintegrou.
Mas eis aqui o cigano que ama a vida!
Estou pronto para a luta,
e armado para a guerra!
Viver é lutar!
E, dessa luta eu não tenho medo.
O Destemido (personagem poético masculino de Taty Casarino)
Confiram uma música que tem tudo a ver com o Destemido:
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Bem-vindo à selva
Não quero ser um órfão fraco,
que fica encolhido sobre o chão
esperando a tempestade passar.
Agora, eu vou lutar!
Medo eu não conheço,
nunca mais eu vou chorar.
Sinto uma força estranha
doada das entranhas da cigana,
doce mãe adotiva que me fez renascer,
renascer das cinzas!
Força sangrenta, força violenta,
meu bálsamo sagrado
que me faz sobreviver
diante de um espírito oprimido,
que não se sente amado.
Sinto-me dentro de uma selva,
repleta de ratos, morcegos e leões.
Tenho que ser forte,
não posso mais ser fraco!
Não tive o privilégio de poder chorar,
até as lágrimas são um luxo para essa selva.
Não preciso de mais nada:
apenas de um escudo e de uma espada.
Vou dilacerar o inimigo
que quiser minh'alma matar,
o sangue quente corrói meu corpo,
subindo dos pés até a cabeça.
Bem-vindo à selva, doce garoto,
seja um leão para enfrentar os leões,
aprenda a matar para não morrer,
dilacere o seu medo para o medo não dilacerar você.
O Destemido (personagem poético masculino de Tatyana Casarino)
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Confissões de um guerreiro
eu sou um guerreiro:
ora branco, ora negro,
que trilha o caminho do meio.
Eis a febre de sentir,
meu sangue ferve as minhas veias.
Não há tempo para ter medo,
é preciso abandonar esse sentimento.
Não diga que sou insensível,
porque não conheço o reino das lágrimas.
Atrás dessa armadura,
minh'alma sangra como a sua.
Eu apenas fui obrigado
a orpimir o meu sentir
para sobreviver naquele internato.
Disseram-me que homem não chora,
então eu reprimi as lágrimas,
transformando-as em espírito de guerra.
Dentro de mim, há monstros dementes
que mordem meu espírito destemido.
Esses monstros ridicularizam-me,
oprimem minh'alma, fazem o meu sofrer.
A vida não foi bondosa comigo,
ela só me deu dois caminhos:
ser um louco fraco,
ou ser um guerreiro forte e destemido.
Nas labaredas do inferno,
eu não pude ser terno.
Sou um anjo caído,
sou um cigano empobrecido,
sou um homem destemido.
Antes de ser guerreiro,
eu já fui um menino sofredor.
Professores opressores
e mil palmatórias eu conheci.
Não pense que minh'alma destemida
é isenta da opulenta dor.
Perdi tudo o que eu conhecia:
meu amor, meus bens e minha família.
Dentro de minh'alma lutadora,
há um garotinho órfão.
Não conheci o carinho.
Antes da cigana me acolher,
eu nunca fui acolhido.
Só conheci a dor,
só conheci a guerra.
Mas é da dor que nasce o lutador,
e é da guerra que nasce o desejo de paz.
O meu medo vai desaparecer
quando urgir a esperança quente,
que ferve meu sangue, meu sangue demente,
sangue de dor, sangue de esperança!
Matando o garotinho medroso e órfão,
nasce em minh'alma um guerreiro destemido.
Hoje eu vou me matar
só para nascer de novo.
O Destemido (personagem poético masculino de Tatyana Casarino).
Primeiro poema de "O Destemido" aqui no blog. É muito divertido ter um heterônimo masculino. Quem sabe, dessa forma, o blog não arrecada mais leitores do sexo masculino, hein? (hehehehe).
E, para escrever novos poemas sob os sentimentos dele, é só fechar os olhos e se conectar com a força yang ou com as energias astrais de Marte.
Espero que tenham gostado dos versos desse personagem que viveu em um internato rígido so século XIX e não encontrou piedade lá.
"Aqui vou eu para novos dias
Eu sou dor,eu sou esperança, eu sou sofrimento
Yeah hey hey hey yeah yeah
Aqui vou eu para os novos dias
Hey hey hey
Não há nenhuma piedade
Não há nenhuma piedade lá para mim"
Trecho da música "I Disappear" de Metallica que se enquadra no perfil de Destemido. Pelo visto esse cigano é eclético e tem uma veia muito rock and roll (hehehehe).
Confira o clipe completo e legendado da música da banda Mettallica:
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