Coruja, onde está tão pequenina?
E, teus olhos, dois faróis de poesia,
por que me olharam por trás da neblina?
Tu és o símbolo das letras e da sabedoria.
Passeando nos bosques, eu vi tua aura,
coberta de luz, coberta de prata na mata,
pousando o mistério à beira da estrada.
Teus olhos fitaram a minha alma!
Quis saber do teu canto, oh! coruja!
Mas, tu não cantaste nem um pio.
O silêncio é o teu refúgio profundo,
assim como a solitude é o teu escudo.
Sou assim como o teu espírito:
quieta de dia e brava de noite.
Meus olhos veem tudo no escuro,
caço o alimento no abismo profundo.
Também gosto de silêncio de dia,
também gosto das estrelas da noite,
também gosto do mistério e da solidão.
Tenho profundidade no meu coração.
Observo as pessoas como uma coruja,
fito os olhos delas até ver as suas almas.
Assustadas, elas se sentem despidas,
mas não faço nada além de poesias.
Coruja, coruja, não tenho medo de ti.
Amo os teus olhos negros e simpáticos,
amo a tua cor marrom e o teu voo enigmático.
Os animais noturnos são os mais belos e bravos!
Coruja, coruja, por que me olhas assim?
Tu me conheces do mundo infinito?
Ou será que és um recado divino?
Em tua sombra, encontro abrigo.
Poesia escrita por Tatyana Casarino.
Este poema retrata a coruja como um símbolo de introspecção, mistério, sabedoria e silêncio.

